2 de fevereiro de 2010

Doutores...

No passado fim-de-semana assisti a um encontro de ideias, de reflexões, de práticas, de sugestões...
No passado fim-de-semana estive presente num espaço que, por excelência, "pertence" à investigação, à comprovação, à pesquisa.
No passado fim-de-semana participei, activamente, numa dinâmica de partilha, de colaboração, de cooperação.
Do passado fim-de-semana ficou-me a ideia de que é possível fazer muito. De que é possível fazer mais e melhor.
De que nós, portugueses, envolvidos, conhecedores, dinâmicos, temos muito (de bom!) para dar.
E de que não devemos temer fazê-lo!
Contudo, uma nota: porquê insistir nesta "décalage" entre os que "fazem" e os que "pensam"?
Foi notório, no fim-de-semana, que quem não "estuda", quem não tem um Mestrado ou um Doutoramento nem sequer "merece o tratamento por doutor...", dificilmente estará integrado no "topo" do conhecimento...
Que pena sinto de a nossa magnífica língua não permitir (como no Inglês ou no Espanhol) que o você signifique mesmo que "tu"...
Tantas distâncias se esbatiam...
No fim-de-semana que me "encheu as medidas" tive pena de, por não ter "estudado", de não me ter sido dado a mesma "oportunidade" de mostrar que o que faço, também posso fazer bem...
Pode ser que mude.

1 comentário:

voo do tapete disse...

Será que é por estas razões que o "modelo de investigação-acção", de que tanto se falou há uns anos atrás, como sendo um dos formatos a privilegiar - ou, no mínimo, a explorar e a experimentar - como forma de permitir a quem está do lado do "fazer" e a quem está do lado do "pensar" (para reutilizar a tua terminologia) um encontro de confirmação de práticas, de fundamentação de acções e de possibilidade de "animar" as teorias com a luz da reflexão situada, de repente deixou de "estar na moda"?

Claro que, quando digo "estar na moda", refiro-me apenas ao ser, pelo menos, falado, uma vez que se devem contar pelos dedos das mãos os trabalhos de investigação levados a cabo neste formato, pois por mim já estou mais que convencida de que nunca será verdadeiramente posto em prática corrente num nível de formação universitário e especializado, para além da licenciatura... Por que será?

Ana