2 de abril de 2010

Às vezes...

Às vezes, achamos que "tudo está mal!".
Outras, julgamos que "está tudo contra nós!".
Na maior parte das vezes, fingimos acreditar que há como que uma "ordem geral" que define o nosso passado, age no nosso presente e condiciona o nosso futuro.
Mas, invariavelmente, acreditamos na "sorte" e no "acaso".
Porque em Educação o "acaso" e a "sorte" são conceitos pouco compreensíveis, perdemos bastante tempo a achar que "não nos é possível" fazer a mudança.
Mudar implica, antes de mais, acreditar. Acreditar que é possível.
Claro está que, para compreendermos a possibilidade de mudar temos de nos tornar proactivos e geradores da mudança. Das pequenas mudanças.
Saído recentemente de uma reunião de docentes, e apesar dos assuntos "escalpelizados", e das propostas de mudança, ficou-me nítida a sensação de que, para mudar, não basta querer. É necessário acreditar na mudança.
A atitude passiva, o discurso destrutivo ou desadequado, a opinião inconsequente, a reflexão oca são, infelizmente, "notas" importantes em reuniões de e com docentes.
Por mais que exista quem, de forma sincera, opte por uma atitude disruptiva e consequente com as suas práticas, tende-se a desvalorizar o benefício da mudança em nome de uma determinada "forma de fazer".
Até quando?
Até quando continuaremos a "fazer de conta" que o Bullying (por exemplo) ou a Indisciplina, ou a incapacidade de aprender não é só "culpa" dos outros?
Quando é que chegaremos à conclusão de que, enquanto docentes, somos também, de certa forma, culpados...
E não teremos de mudar?

20 de março de 2010

Limpar Portugal...

Hoje foi dia de "pôr em prática", segundo alguns, o "gesto nobre de contribuir para o espaço cívico comum"...
Chamaram-lhe Iniciativa "Limpar Portugal".
Desde já devo deixar escrito que (e tal como é possível "ler" em muitos dos meus "posts" neste blogue) concordo, por princípio e em absoluto, com todas as iniciativas que visem promover um sentimento de pertença cultural e social e que, globalmente, sejam movidos por uma forte dinâmica de solidariedade.
Em relação a isso, que não fiquem dúvidas.
Contudo, e porque este espaço é mesmo o de "reflexões" diárias, a quente, descomprometidas (ou bastante comprometidas!) e completamente irresponsáveis, apetece-me zurzir um pouco (ou muito) contra este tipo de "carneirada" irreflectida em que, por vezes, nos metemos (ou nos metem!).
Por pontos:
Ponto um. Chamaram-lhe "inovadora", mas só quem tem memória curta poderá dizer uma coisa dessas. Em 2000 e 2001, na sequência de um movimento internacional (que nasceu na Austrália) chamado "Pensar Global, Agir Local!", milhares de pessoas, em todo o mundo, uniram-se num esforço local e delimitado que teve (tinha) como objectivo os mesmos desta agora chamada "inovadora" iniciativa. Relembro que, em Portugal, a iniciativa acabou por esmorecer dada a ineficaz colaboração das entidades competentes (Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Ministério do Ambiente, etc.) pois, como está de ver, podemos contar com o voluntariado mas "não pagamos para limpar...", e as luvas, os sacos e o transporte para os locais de deposição final de resíduos não podem (não devem) ficar por conta dos voluntários...
Ponto dois. É sempre interessante constatar que, por mais que se apresentem "milhares" de voluntários ligados à iniciativa, muitos mais poderiam ser, se, e tal como se deseja, estas iniciativas "tocassem" fundo nos sentimentos de cooperação, partilha e responsabilidade social das pessoas...
Ponto três. Nesta iniciativa, que "centrou" o esforço conjunto nas "lixeiras a céu aberto" que por aí existem, pouco ou nada (apesar da "contribuição" de muitas entidades com responsabilidade na matéria) se disse sobre "o dia seguinte". Ou seja, e agora? Quem vai evitar que os locais agora "limpos" não se transformem, rapidamente, em "mais do mesmo"?
Ponto quatro. Fomos , em alguns casos, fazer alguns quilómetros para nos juntarmos a um grupo de amigos, conhecidos, interessados (o que seja), para limpar um bocadinho do nosso país (esse país abstaracto e distante). E a nossa rua? Quem a limpou? Melhor: será que, apesar da viagem, vamos continuar a deixar cair, discretamente, o lenço de papel no chão, atirar a beata pela janela do carro, deixar os restos do piquenique na mata ou deixar a lata de sumo na praia?
E quando trocarmos de móveis em casa, será que vamos ligar para a linha dos Monos e ficar com o traste velho em casa mais uns dias, até que venham fazer a recolha?
Pois é.
Estas iniciativas são sempre de louvar.
Mas não deixaria de ser bastante interessante que, além destes dias "comemorativos e de celebração", nos lembrássemos que, tal como o Dia da Mulher, o Dia da Terra, O Dia da Não Violência e muitos outros dias comemorativos (ou , como prefiro, "de memória"), seria preferível não os comemorar por não haver razão para tal...
Mas a quem possa ter servido, como escape, como penitência ou como "ajuste de contas" consigo (e com alguém mais), deixo o repto: e amanhã, limpamos a nossa rua?

P.S. Não li nem ouvi nas notícias, mas será que alguém foi Limpar Portugal para os lados de S. Bento e de Belém? E terão recolhido os monos? Gostava de saber...
Pode ser que amanhã os jornais digam que "somos um país desgovernado"...

14 de março de 2010

PEC ou, por outras palavras Paguem Esses (do) Costume

Amanhã, com toda a pompa e circunstância, lá irão os representantes da Nação (entenda-se: os representantes de uma "certa" Nação), entregar "em Bruxelas", o "plano de esforço que os portugueses farão, ao longo dos próximos anos, para evitar uma situação catastrófica"...
Hoje, pelas bandas de Mafra, dão-se os últimos tiros numa guerra que não interessa a ninguém, mas, na realidade nos toca a todos: "escolhe-se" o próximo candidato a Primeiro-Ministro de Portugal (ou talvez não!).
Neste fim de semana de "boas notícias" para os tais PEC (ou seja, os que vão pagar) são poucas as hipóteses de vislumbrar, efectivamente, alguma luz ao fundo do túnel.
Reconheço (não reconheceremos todos?) que a situação está complicada. Reconheço também que, neste momento, teremos mesmo de ser todos a contribuir para não deixar a situação piorar. São muitas as empresas a fechar, o desemprego a subir assustadoramente, a capacidade financeira do País a extinguir-se...
Mas será que esta situação se fica a dever apenas aos "suspeitos do costume"?
Será que a compra de bólides de topo de gama para quase todos os ministérios em 2005, "derrapagens" nas obras públicas, acordos de concessão de "auto-estradas", investimento em empresas de comunicações e energia em nome do "desígnio nacional" ou as luvas de venda e compra de material militar, entre outros, não são mais "responsáveis" do que os "pobres" dos contribuintes que, mesmo que quisessem, não conseguem pôr o seu dinheiro em "off-shores"...
Mas, e num momento em que se apertam mais os atilhos (porque nem cinto já há), não se vislumbram melhorias.
Ao menos que nos dessem a ideia que a coisa poderia, efectivamente, melhorar.
Mas, de Mafra, também só o Palácio/Convento, obra prima do "Gastadorismo Nacional"...
Mas o Aeroporto continua lá... E o TGV também.
E nós pagaremos!

4 de março de 2010

Como será quando acontecer?...

Nos últimos tempos, têm-nos chamado Porcos (PIGS) em todo o mundo e nós temos deixado.
E parece que não fazemos nada para o evitar.
Comparam-nos à Grécia (cujos resultados económicos de muitos anos a iludir o "povão" e a viver à grande e à grega - Jogos Olímpicos incluídos... - deram no que está à vista: inflação de 12%, dívida internacional de mais de trezentos mil milhões de euros, os trabalhadores a perderem direitos assumidamente garantidos, como o chamado 14ª mês...) e nós cá nos ficamos...
Uma ou outra grevezita (já aqui refeiri que não faço greves por princípio...), um ou outro "comentador" a levantar a voz e a ser rapidamente silenciado e um Governo a viver à custa de pseudo-escândalos distractivos (Freeports, Faces Ocultas, TVI/PTs e outros tantos)...
Mas não nos podemos esquecer que foi eleito (o Governo) com base em "promessas" eleitorais que custam, grosso modo, 700 mil milhões de euros: Aeroporto, TGV...
Será que não temos capacidade de ver um pouco mais à frente?
Será que só "copiamos" o que vem de fora quando vem rotulado de "sucesso"?...
E o "caso Grego", não nos deveria fazer pensar?...
Ou so o faremos quando se for o 14ª mês??!!!...

24 de fevereiro de 2010

Este país não é para novos!

Antes de mais, aproveito este "post" para prestar uma homenagem aos madeirenses que, nestes momentos de infortúnio, clamam aos "céus" um pouco de conforto e de paz. Sejamos nós os Céus de que eles tanto precisam!
Mas aproveito ainda este "post" para reflectir algumas questões que, dada a situação, se tornam pertinentes, designadamente aquelas que nos relevam a "Portugalidade" e a tão exigida (nestas situações de infortúnio) "solidariedade nacional".
Vem isto a propósito, por um lado, devido à situação em si, que, não tenho dúvidas, nos faz pensar, justamente, no nosso contributo individual enquanto cidadãos de um país, de uma nação...
Tal como tenho vindo a escrever em alguns dos textos aqui publicados, devemos sentir-nos solidários e portugueses não apenas em casos extremos, mas no dia-a-dia e, sobretudo, nas nossas acções comuns, seja no trabalho, em casa ou com os amigos.
Neste sentido, parece-me fundamental que, perante situações destas, que nos tocam a todos, pensemos:
- O que fazemos quando somos confrontados com momentos (de eleições, por exemplo) que podem, efectivamente "mudar" a perspectiva que temos de algo que não nos afecta directamente (e tanto se fala das questões da corrupção municipal, por exemplo, onde podem estar radicadas algumas das "dinâmicas" tão referidas agora das "construções impensadas" em leitos de cheia e outros)?
- O que fazemos quando ouvimos que situações de catástrofe natural (cheias, terramotos, etc.) se tornam tão comuns actualmente, e que nos podem estar mais próximas do que julgamos?
- Porque nos esquecemos, em momentos de "paz" social, que, depois, as coisas podem piorar?
- Porque teimamos em achar que "o pior só acontece aos outros"?
Estas minhas dúvidas, que mais não são do que constatações de uma realidade tão presente em nós, são apenas uma "leitura" simplificada das situações que tenho assistido, nomeadamente em termos profissionais:
- Nunca há tempo (nem disponibilidade) para "ensaiar/treinar/preparar" situações de prevenção sísmica e/ou de incêndio nas escolas, pois "temos muito que fazer" (neste particular, revelo que, ao longo de mais de 15 anos de prática profissional, em diferentes estabelecimentos, só fiz um (!) exercício de prevenção sísmica, apesar de sempre ter trabalhado na região de Lisboa, que, sabemos nós, está sobre uma falha geológica);
- Habituámo-nos a esperar a intervenção divina (que é como quem diz do "Estado") mas apresentar uma reclamação sobre um serviço mal prestado é sempre "desnecessário";
- Tememos sempre "incomodar" um vizinho que teve um comportamento social desadequado porque "achamos que não vale a pena aborrecermo-nos com isso"...
Estes (poucos) exemplos mostram bem o que tento conceptualizar, ou seja, somos sempre "solidários" e "portugueses" quando toca a reunir, mas, prevenir é uma palavra vã...
Deixamos para depois, porque não queremos evitar...
Será que é isso que caracteriza o chamado "desenrrascanço" português?

13 de fevereiro de 2010

Insistir...

Continuo a acreditar que é possível mudar o Mundo.
Apesar das dificuldades, sei que se cada um de nós tentar, é possível fazê-lo.
Uma amiga dizia-me que "agora, aos quarenta, vemos as coisas de forma diferente...". Tenho a certeza que é verdade, mas ainda quero usar os anos que me faltam para me recusar a desistir...
Não sei se por cansaço, pela idade ou, pura e simplesmente, por me recusar a "fazer igual", mas esta sensação de impossibilidade, de ver todas a "boas intenções" esbarrarem num obstáculo intransponível, deixa-me confuso e desmotivado.
Não sei se conseguirei resistir por muito mais tempo, mas começo a sentir que não vale a pena Ser e Pensar por mim e pela minha cabeça. Se calhar é mais fácil seguir a onda, ser ovelha.
Tento, em cada minuto da minha vida fazer as coisas de forma a que a minha pequena "migalha" possa contribuir para um Mundo melhor. Faço-o no trabalho, na família, no lazer...
E por mais que possa, por vezes, ser "recompensado" por isso, sou-o num círculo muito restrito. É evidente que, como no jogo do hipopótamo (quem se lembra?), há sempre uma marreta à espera para me "dar na cabeça".
Porque será?
Será assim tão desafiador entregar-me ao que faço e querer, dessa forma, mudar alguma coisa?
Profissionalmente sinto um reconforto enorme quando sou reconhecido pela prática profissional que desenvolvo, seja em forma de "nomeação", de reconhecimento público, de avaliação de desempenho ou apenas de felicitações...
Mas parece que isso não chega para pararem de me "azucrinar"...
A dor de cotovelo de que ouço falar parece ser mesmo persistente...
Insistir ou desistir?
Eis a questão...

8 de fevereiro de 2010

Mais de 100 "posts"...

Hoje faço o meu centésimo primeiro "comentário" neste Blog.
Quando o criei, há uns anos, não imaginei que "me" servisse tanto.
Fi-lo, numa primeira fase, para "experimentar", para me manter atento e actualizado no que concerne às disponibilidades tecnológicas. Na altura tinha já uma "página pessoal" e algumas "páginas web" dos jardins de infância onde tinha trabalhado.
Foi como um bichinho...
Começou a aumentar e devo deixar escrito que a existência de um espaço virtual onde vou discorrendo sobre tudo e sobre nada, onde me exprimo, onde "afuguento" alguns dos meus fantasmas é terapeutico.
E vale a pena.
Talvez um dia, com calma, e ao reler todos os comentários, consiga fazer a "minha história de vida"...
Quem sabe.
Mas não há dúvida que manter este "diário", pessoal e (in)transmissível é fascinante. Principalmente quando recebo alguns comentários e respostas que me fazem, realmente pensar. Que me mudam o Mundo!
Obrigado!

2 de fevereiro de 2010

Doutores...

No passado fim-de-semana assisti a um encontro de ideias, de reflexões, de práticas, de sugestões...
No passado fim-de-semana estive presente num espaço que, por excelência, "pertence" à investigação, à comprovação, à pesquisa.
No passado fim-de-semana participei, activamente, numa dinâmica de partilha, de colaboração, de cooperação.
Do passado fim-de-semana ficou-me a ideia de que é possível fazer muito. De que é possível fazer mais e melhor.
De que nós, portugueses, envolvidos, conhecedores, dinâmicos, temos muito (de bom!) para dar.
E de que não devemos temer fazê-lo!
Contudo, uma nota: porquê insistir nesta "décalage" entre os que "fazem" e os que "pensam"?
Foi notório, no fim-de-semana, que quem não "estuda", quem não tem um Mestrado ou um Doutoramento nem sequer "merece o tratamento por doutor...", dificilmente estará integrado no "topo" do conhecimento...
Que pena sinto de a nossa magnífica língua não permitir (como no Inglês ou no Espanhol) que o você signifique mesmo que "tu"...
Tantas distâncias se esbatiam...
No fim-de-semana que me "encheu as medidas" tive pena de, por não ter "estudado", de não me ter sido dado a mesma "oportunidade" de mostrar que o que faço, também posso fazer bem...
Pode ser que mude.

15 de janeiro de 2010

"Educar crianças"...

"Entre nós as crianças são educadas para a dissimulação. Aprendem a prescindir do pensamento. Viver sem pensar é uma arte difícil. Exige um treino árduo. Em situações em que o pensamento aflora (um descuido), as crianças são ensinadas a não abrir a boca. No caso de serem forçadas a abrir a boca, enquanto pensam, nunca, mas nunca, devem dizer o que lhes vai na alma. A hipocrisia constitui virtude muitíssimo apreciada na terra dos homens-camaleões. Outras normas:
- Ter o cuidado de não deixar marcas da nossa passagem. Varrer as pegadas que ficam para trás.
- Não respirar na presença de estranhos. Sendo mesmo necessário respirar, deve evitar-se o mais leve ruído.
- Esforçar-se, sempre, por confundir-se com a paisagem, em particular a paisagem política.
- Em Roma sê romano, e de preferência um pouco mais papista do que o Papa. Quando os outros disserem mata, grita esfola.
- Ser sempre o último a sair da mesa (das festas, do escritório, etc.). Numa mesa com angolanos, os que saem vão sendo sucessivamente caluniados pelos que ficam. A punhalada pelas costas é desde há muito um dos nossos desportos nacionais"


José Eduardo Agualusa, Barroco Tropical, 2009


Poucas vezes, neste espaço, tenho usado palavras de outros para exprimir o que sinto. Deixo essa vertente para outros espaços virtuais.
Contudo, esta passagem é deveras clara e clarificadora. Apesar de devidamente "identificada e temporalizada", nunca eu tal conseguiria.
Que me desculpe o Agualusa mas quem publica o que escreve pode ter de se sujeitar...
E que bem está dito...

30 de dezembro de 2009

Para todos, um Bom 2010!

É, normalmente, nesta fase do ano (os últimos dias, o "estertor da morte")que se fazem os desejos para o ano que se segue.
Como é também "tradicional" nestes últimos momentos, deseja-se aquilo que "devia ter acontecido, mas não aconteceu!".
É assim, sempre foi assim e continuará a ser assim por muitos e muitos mais anos.
Contudo, porque somos animais de hábitos, não passamos sem essa formulação "fundamentada e lógica", que nos liberta (pelo menos um bocadinho) e projecta num referencial pouco efectivo (a Sorte) aquilo que gostaríamos que, realmente, acontecesse num futuro próximo.
Assim sendo, aqui vai:
- Que 2010 seja um ano de mudança em termos ecológicos e ambientais;
- Que 2010 faça chegar a todos os portugueses a consciência de que, todos juntos, podemos fazer melhor;
- Que 2010 traga uma efectiva aposta na Educação e na Justiça como espaço fundamental para a melhoria e para o crescimento da economia;
- Que 2010 permita que se "veja mais longe" e que, consequentemente, se comecem a fazer projectos a médio e longo prazo (coisa que tem sido difícil, especialmente na Educação);
- Que 2010 seja o ano do retorno ao básico: Saber Pensar, Saber Ser e Saber Estar!!!!;
- Que 2010 permita que, no seu final, não tenhamos de voltar a fazer os mesmos "pedidos";
E por último, que 2010 seja mesmo o ANO das MUDANÇAS!
Bom Ano!

11 de dezembro de 2009

Aprendizagem Colaborativa

São muitas as mensagens que, diariamente, recebemos.
Algumas são especiais. Este é um caso:

Participar...

Já aqui escrevi algumas vezes que me surpreendo com a alguma incapacidade que a maior parte das pessoas têm de se envolver na "coisa pública".
Já o referi também que essa pouca disponibilidade, nomeadamente no que concerne às suas próprias escolhas pessoais, me é aterradora, na perspectiva da luta por uma "vida feliz".
Parafraseando um comercial de televisão, "se eu não fizer por mim, quem o fará"?
Mas às vezes, também fico siderado com as respostas que alguns desafios obtêm.
Serve isto para explicar (se é possível) o apoio e envolvimento que tenho recebido (em nome de uma equipa maior) para a nossa "causa". E a causa até é uma "causa" menor, se tivermos em conta os problemas mais latos e globais que o país e as pessoas actualmente enfrentam.
Em torno de um projecto associativo e profissional, tem nascido uma onda de apoio e solidariedade que, devo confessá-lo, me espanta de alguma forma. Não pelo valor intrínseco que o projecto, por si, possa ter, mas pela globalidade e origem de referências de agrado e cumplicidade.
Surpreende-me e satisfaz-me, porque, sendo eu um optimista melancólico, apraz-me registar que ainda há movimentos que despoletam paixões e acções.
E isso, enquanto "forma de vida", deixa-me feliz.
O meu obrigado pela "participação".

18 de novembro de 2009

Em Espanha, a defender o "que é Nacional é bom"!

Já que são parcas as vezes em que me "deixam" dissertar sobre as questões da Educação e da Educação de Infância, em locais públicos, neste cantinho "à beira Mar plantado", lá vou até Madrid para dizer em Espanhol o que não consigo que ouçam em Português...
Podem acompanhar o congresso através da internet e, se quiserem, participar "à distância".
Discorrerei sobre "Competências Tecnológicas no Jardim de Infância" e acima de tudo, absorverei o que por aí fora se anda a fazer nesta área...

5 de novembro de 2009

Sobre “dimensões e componentes da profissão de Educador de Infância”*

Num outro fórum em que participo, reflecte-se à volta das “dimensões e componentes da profissão de Educador de Infância” e, como é comum neste tipo de partilha, muito se tem dito, nomeadamente sobre o espaço da formação académica e, claro está, de definição de um quadro ético e deontológico.
Os comentários, designadamente os que nos oferecem uma maior profundidade de reflexão, consubstanciam, na globalidade, uma dinâmica de assunção de um problema que “urge resolver”…
Mas, independentemente de parte da reflexão se apoiar na perspectiva da pertinência da formação (inicial, contínua, especializada, etc.), prefiro destacar a "construção pessoal da profissionalidade".
Neste conceito, devo, para melhor entendimento, "ir buscar" um tópico de base da citada reflexão que enunciava um conjunto de pressupostos de “Ser Educador” (dos quais retirei alguns: Acompanhar e apoiar o desenvolvimento de cada criança; Desempenhar um papel social da mais elevada responsabilidade. (Valores Implicados) Humildade, respeito, cumplicidade, parceria, solidariedade, curiosidade, vontade de saber mais, igualdade, resignação, espírito de iniciativa, saber trabalhar em grupo; Vocação, entrega total, imparcialidade, justiça, bondade, altruísmo, partilha; saber ir ao encontro das necessidades, dificuldades, opiniões, … das crianças; ajudar as crianças a serem pessoas mais cultas, educadas, formadas a vários níveis…) que me fez sorrir: a forma como são apresentados fez-me imaginar estar a folhear um qualquer livro de "comics" americanos onde, nas primeiras páginas, se desfiam as características do super-herói protagonista...
E essa foi mesmo a sensação: a de que para alguém, os educadores/professores/docentes são super-heróis.
Desculpem-me discordar com esta visão de "Um Mundo Perfeito".
Independentemente dos valores (construídos ou inatos) do espaço social, das "obrigações e deveres" profissionais e do quadro (regulamentador) da tarefa educativa, não nos podemos esquecer, nunca, que o educador/professor/docente é um ser humano, com todas as características e condicionalismos que estão associados a esse seu estado.
Por tal, ao reflectir o espaço da organização ética e deontológica do educador/professor/docente, é fundamental incluir as questões referentes a sua condição humana e social.
Quantos de nós não erramos, não invejamos, não somos pouco solidários, não estacionamos o veículo em cima do passeio, não gritamos, não nos zangamos desnecessariamente, não somos racistas ou xenófobos?...
Faz parte da condição humana.
Citando a Prof. Isabel Batista (em entrevista à Página da Educação): "Na minha opinião, os valores éticos fundamentais dos educadores baseiam-se na proximidade e na responsabilidade. Neste sentido, costumo defender três princípios básicos: o primeiro é o reconhecimento da perfectibilidade de todas as pessoas, ou seja, de que todos podem e devem fazer um percurso de aperfeiçoamento - que, no fundo, é o direito de realização da sua humanidade. Para um professor, esta dimensão deveria constituir uma condição prévia ao exercício da sua profissão.
Depois, a crença incondicional na educabilidade do outro. Um professor que não crê neste pressuposto não pode acreditar que o aluno pode fazer um percurso de evolução positiva, nomeadamente através da sua intervenção.
Por último, a aceitação ética do negativo da educabilidade, ou seja, o princípio de que a educabilidade não pode ser exercida influenciando o percurso do outro a qualquer custo, porque o outro não é uma "obra" minha."
aproveito para sublinhar o aspecto da formação pessoal e social do cidadão como base do desenvolvimento de uma competência profissional.
Neste particular, e independentemente da formação (académica) que nos seja permitida, é de particular importância a reflexão sobre o espaço da nossa intervenção individual enquanto modelo educativo. Não será "visível", no espaço formal de intervenção educativa, a nossa incapacidade de partilhar? a incapacidade de integrar, efectivamente, os nossos novos colegas de profissão (a este respeito, a conselho uma "vista de olhos" a teses ou artigos sobre "Dificuldades de Integração Profissional dos Novos Docentes", nas quais, invariavelmente, os resultados apontam como principais dificuldades percepcionadas as questões da integração na escola e o convívio com os colegas como as primeiras - destacadas - objecções...)?, de articular, efectiva e eficazmente, no pressuposto da Qualidade Educativa?, de construir um espaço relacional sem ambiguidades e, acima de tudo, de coragem e frontalidade????
Ou seja, independentemente do quadro legal, institucional, de crenças e valores profissionais, falar de ética e deontologia é também falar de mim, do EU e da minha relação com os outros e, sobretudo, predisponibilizar-me para a crítica, para a melhoria e para o crescimento individual. E estes, infelizmente, ainda são conceitos arredados da reflexão docente...
Mas não deviam…!

*ou de outros docentes!

26 de outubro de 2009

Nova vida, ou novos desafios?

Comentava-se hoje, por bandas da Sala de Professores, o que nos traria um novo Governo e um(a) novo(a) Ministra da Educação.
Não tenho respostas. Não sou futurólogo mas sinto que posso afirmar que, sem que nada se mova, tudo possa mudar.
E nada se mova porquê?
Porque é conveniente iniciar um novo período de "bodo aos pobres" que permita uma navegação segura e sem percalços.
Porque é importante que não caia nada que não se aguente em pé, e que nada seja içado que deva estar caído.
Ou seja. Para já, mudanças só na possibilidade de acharmos que alguma coisa mudará...

12 de outubro de 2009

Sobre Tudo e Coisa Nenhuma....

Chegámos a um ponto em que tudo nos é possível.
Sem nos darmos conta disso, fomo-nos tornando cada vez menos exigentes e cada vez mais permissivos.
Não basta acharmos que "alguma coisa deve ser feita". É fundamental que o façamos.
Vem este comentário a propósito da (recorrente) Avaliação de Desempenho dos Docentes (ADD).
Já muito foi dito e escrito, mas continuamos a ter a possibilidade de acrescentar mais uns pozinhos...
Hoje, a novidade foi a de que "neste contexto, não há professores excelentes!"
Desculpem-me discordar.
Infelizmente, como já tive, por mais de uma vez, a oportunidade de aqui referir, a principal (na minha modesta opinião) causa de mal-estar no grupo docente (e reparem que não lhe chamo classe, porque, por definição, teria de ser uma mole - humana - com o mesmo sentido) sobre este modelo de Avaliação proposto é o facto de partir do princípio que todos os docentes são maus e, por isso, deverão melhorar.
Claro está que, nesta base empírica, teríamos de falar da economia de escala, da curva de Gauss, da necessidade imperiosa de adequar recursos a objectivos e a resultados...
Não é, contudo, sobre estes pressupostos que agora me apetece reflectir.
Defendo que, sobre este (errado) modelo de Avaliação, bastar-nos-ia "pô-lo a funcionar" para ele cair. Ou seja, se todos nós, docentes, tivessemos requerido a "Avaliação Científica e Pedagógica", em menos de dias, todo o sistema ruiria. Além de que mostraríamos a todos aqueles que acham que não queremos ser avaliados que não é bem essa a nossa razão.
Dou-vos um exemplo: requeri a dita avaliação científica e a colega Avaliadora era docente titular de um grupo de lugar único. Nos dias em que esteve a observar-me, o seu grupo foi assegurado (para que funcionasse) pela colega do Conselho Executivo que para o efeito se deslocou...
A conveniência da coisa é que só três (em 21) docentes do Departamento solicitaram a tal avaliação, senão, quantas escolas teriam de fechar?
Serve esta interrogação para explicitar a forma mais adequada de fazer cair o modelo de avaliação: é incomportável!
Mas só fazendo-o funcionar é possível objectivar o efeito negativo e pernicioso que lhe está adjacente.
Porque temos nós medo de arriscar?
Mas gostava ainda de reflectir um outro aspecto. Tenho ouvido (e acaba por ser muito geral) que, na maior parte dos CEs (ou Directores, agora) o nível "Excelente" não tem sido muito "atribuído". Dizem-me, na maior parte das vezes que se deve ao facto de que "nenhum de nós é excelente!".
Ora aqui está uma vez mais, a nossa forma de pactuarmos com o sistema que nasceu torto.
Por definição, "Excelência" representa um estado abstracto de superioridade ou o estado de ser Bom no mais alto grau.
Ora, neste caso concreto (o da ADD), o nível "Excelente" corresponde a um espaço da graduação de avaliação (entre 9,1 e 10), logo, não corresponde a essa definição abstracta de Excelência.
Tivessem chamado a esse intervalo gradual "Muitíssimo Bom" ou "Óptimo" e se calhar não haveria pruridos, mas, talvez a escolha de palavra (e conceito) fosse propositada. Se calhar era intenção criar este "efeito nuvem" para que o prurido pedagógico-administrativo funcionasse em desfavor dos docentes...
Não havendo "Excelência" cumprir-se-ia a estratégia de "afinar por baixo" (com as tais implicações que isso teria ao nível da Carreira, da Curva de Gauss, etc., etc.), e, logo, de justificar a afirmação de que os docentes "são maus e precisam melhorar"...
Cabe-nos mostrar o contrário: que todos os docentes são excelentes, mas podem ainda ser melhores!
Mas como disse no princípio: chegámos a um ponto em que parece que tudo "não nos interessa", e, usando uma imagem proverbial: que nos comam, então, as papas na cabeça!
E, dito isto, acrescento que, tal como atribuo nota 5 (ou 20) aos meus alunos, se eles o merecerem e trabalharem para isso, também o Excelente para os docentes não me preocupa!

8 de outubro de 2009

Sobre manuais escolares e outros assuntos em torno da educação de infância

Já fui acusado de "radicalismo", por ser completamente contra a utilização de "manuais escolares" na educação de infância.
Compreendo que a força do dinheiro (editores, autores, intermediários, etc.) é grande e absorvente, contudo, gostava de deixar umas pequenas observações sobre este tema: na década de 70, os muitos manuais escolares em uso (que, na maior parte enalteciam as virtudes do Estado Novo) foram abandonados (queimados e destruídos, diria), ao abrigo de uma consciência colectiva que pretendia "libertar" o povo e as jovens gerações do "jugo do fascismo".
Nas décadas de oitenta e noventa, as editoras começaram a "importar" para os manuais escolares referências (directas) a marcas e, de certa forma, a publicitar, comercialmente, produtos e bens.
Na actualidade, o Ministério da Educação constituiu uma equipa para "avaliar pedagogicamente a qualidade dos manuais escolares", o que fez com que as editoras se tivessem de voltar para “novos mercados”...
Posto isto, sobre os manuais escolares, tenho dito!
Mas sobre a sua utilização, primeiro, aos que os confrontam com a utilização dos instrumentos tecnológicos (pondo-os no mesmo saco), devo dizer o seguinte: fazer essa discussão numa perspectiva de confronto (de opções e estratégias pedagógicas) faz-me perguntar se quem usa manuais usa também, assiduamente, o polidesportivo (ou a área de actividade física), se costuma subir às árvores, se costuma passear pelo campo ou cidade à volta do espaço escolar, se costuma ir à loja comprar bens e produtos, se costuma ir ao Centro de Dia e à Junta de Freguesia, se vai muitas vezes à Biblioteca Pública da zona, se costuma passar pelo Centro de Saúde e, se, por fim, costuma visitar pais e encarregados de educação nas suas actividades profissionais...
Estas perguntas surgem-me, fundamentalmente, porque, para mim (e aqui digo-o claramente) depois de “fazer” coisas e pensar sobre elas, não me resta muito tempo para treinar habilidades motoras específicas (fazer bolas e traços, pintar dentro e pintar fora...), ou, se me sobra, prefiro fazê-lo com o rato do computador (porque mais motivador para as crianças), com as histórias da Biblioteca (porque muito mais imaginativo) e com a pintura de painéis e cartazes (e reparem que não disse "desenhos") onde nos podemos - todos - exprimir com muito mais "espaço" (físico e psicológico!).
Creio que me entendem que do que falo são de opções pedagógicas e que, neste "debate" deve ser também entendida a necessidade de “conquistar, “aprender”, "incluir", "diversificar", "apoiar", "reflectir", e, acima de tudo "imaginar" e "criar".
Normalmente, quando lemos textos do Sá ou de outros "pensadores da modernidade", temos uma clara consciência de que eles falam de um "Mundo idílico", onde as crianças têm o direito de brincar, de pensar, de imaginar e de criar. "Por culpa dos pais" (expressão nossa), é um mundo difícil de alcançar, e estamos, continuamente, a criticar as opções das famílias, dos colegas, dos "outros"...
Para terminar esta reflexão, gostaria apenas de deixar uma imagem forte: imaginem o dia-a-dia de uma criança de 4 ou 5 anos que chega ao JI às 8.15h da manhã, começa por pintar uma fichas copiadas (que a animadora, ou assistente operacional lhe dá para "matar o tempo"), e depois, das 9.00h até que os colegas cheguem e completem o grupo, brinca com um puzzles e jogos de encaixe, parando às 10 para um pequeno lanche. Segue-se a “brincadeira livre” (onde até pode ser a pintar umas "fichazitas", “porque gosta”) e, depois da higiene, vai, em fila indiana, de mão dada, até ao refeitório (que fica a 10 metros de distância, em linha recta e sem obstáculos)...
Depois de almoço, porque está a chover, vai até à sala polivalente onde a animadora lhe dá mais um postalinho do Dia da Mãe para pintar e, quando volta à sala de actividades, vai acabar aquele trabalhinho do saquinho com cheirinho para levar à Mãe. Depois, ao fim do dia, volta à sala polivalente onde a animadora lhe preparou aquele filme espectacular do "Rei Leão" que ela já viu 40 vezes mas que continua a "gostar de ver", até que a mãe a vá buscar, para quando chegar a casa, a por à frente da televisão (ou do computador) a ver o episódio novo do Noddy...
Imaginem que esta pequena descrição é meramente especulativa e que não será, nunca, realidade em Portugal.
Imaginem ainda que o Jardim de Infância não é (nem será nunca!) um espaço onde se toma conta de crianças e, por fim,
Imaginem que o trabalho dos educadores de infância é tão socialmente considerado, que os colegas dos outros ciclos lhes pedem, encarecidamente, para os receberem nas salas onde eles podem aprender algo sobre Educação Sexual, Formação Cívica, Abordagem de Projecto ou Formação Pessoal e Social.
Depois de imaginarem todas estas coisa, façam o exercício de perdoar a este desbocado e compreender que ele, por vezes, não consegue exprimir o que lhe vai na alma de forma concisa , pertinente e assertiva.
Por isso, aceitem-lhe o sincero pedido de desculpa que ele vos envia...

27 de setembro de 2009

Nova vida????...

Escrevia eu, no último post, que me afligia a possibilidade de termos mais do mesmo.
À hora que escrevo este post, estão a anunciar, na televisão, as primeiras sondagens (à "boca de urna", como gostam de dizer) nas quais os resultados eleitorais não surpreendem, globalmente, todos aqueles que ainda acreditam que vale a pena pensar...
E não surpreendem não pelos resultados em si, mas mais pelo facto de, com eles, podermos constatar que os portugueses são, de facto, uns seres estranhos.
Por um lado ouvimos, ao longo dos últimos 4 anos, uma constante crítica violenta sobre os políticos e, consequentemente, sobre as suas políticas.
Ao longo dos últimos meses, estas mesmas críticas centraram-se, fundamentalmente, na pessoa do Primeiro-Ministro (e, no caso dos docentes, na Ministra da Educação).
Nos últimos dias, o Governo em funções "foi o pior de sempre", e o seu Primeiro-Ministro, o "culpado de todos os males".
Pois agora, com os resultados apresentados nas sondagens a confirmar que o partido do Governo continuará, nestes próximos tempos, a gerir a "coisa pública", confirma-se que os tais "portugueses" são, maioritariamente, masoquistas.
Coligado ou não, com coligações/acordos de conveniência, com constantes "golpes de rins" caso a necessidade obrigue, o que é facto é que esta forma de governar, bem como as políticas que a consubstanciam, continuarão.
Não quero, aqui, fazer uma análise da qualidade/pertinência dessas políticas, mas não deixa de ser estranho que, apesar das inúmeras críticas/manifestações/declarações de vontade, os "portugueses" (seja lá o que for que significa essa formulação) escolheram continuar como até aqui.
Claro está que é ainda mais estranho saber que foram esses mesmo "portugueses" que elegeram, por exemplo, o ex-Presidente do Conselho, António Salazar, como o "Melhor Português" de sempre. Foram também esses "portugueses" que optaram por escolher, para Presidente da República, a mesma pessoa que tinham, literalmente, "corrido" do Governo, quando as coisas começaram a "ficar feias"...
Pois é. Os "portugueses" merecem bem o que têm. E não me venham comparar o meu país com a Filândia ou com a Nova Zelândia: eles (esses países) podem ser óptimos para viver, mas por muito que queiram, jamais terão como cidadãos os ilustres "portugueses". E isso não lhes permitirá, nunca, ter a capacidade bivalente de serem vítimas e culpados.
E, para quem gosta de pensar, isso é um excelente desafio...

21 de setembro de 2009

Mais do mesmo...

Estamos, neste momento, a cinco dias de mais umas eleições legislativas.
Poderia (se estivessemos num "país normal") ser um momento envolvente, excitante, ansiosamente esperado...
Mas não é.
Frente-a-frente situam-se duas propostas por demais conhecidas: num lado, um Partido (dito) Socialista que, nos últimos quatro anos empurrou um país quase sem rumo para um abismo de onde será difícil sair.
Afirmo, mais uma vez, que não culpo, especialmente, o Partido Socialista (nem os seus "representantes"), pois, infelizmente, a "gestão da coisa pública" há muito que não está nas suas (deles, os políticos) mãos. Somos, cada vez mais, um "objecto" de intervenção europeu.
Independentemente de serem Sócrates e companhias, pouco diferente seria se fossem outros.
Do outro lado do frente-a-frente, uma Manuela (e reparem, não digo Partido Social Democrata) bem conhecida de todos nós: ex-Ministra da Educação (e que memórias!!!!), ex-Ministra das Finanças e de Estado (quem não se lembra do aumento do IVA e do PEC????). Mais palavras para quê?
Fica este post apenas para que todos aqueles que se manifestam fartos, irritados, descontentes, desesperados ou outra coisa qualquer, tenham consciência de que não vale a pena fugir das responsabilidades: será a vossa decisão de voto no próximo domingo de que falarão nos próximos quatro anos.
Tenham cuidado com o que querem dizer/decidir!
E já agora, bons resultados eleitorais!